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quinta-feira, 28 de maio de 2026

Agradecimento pela oferta de livros à Biblioteca

A biblioteca agrade aos professores Diana Costa, Eduarda Jesus, Graça Peixoto, Manuela Sousa, Miguel Silva e Nélia Cathy Gomes pela sua generosidade.Os livros oferecidos, pela sua atualidade e interesse, terão vários destinos: uns ficarão na biblioteca para serem usufruídos pelos nossos alunos e outros serão vendidos na Feira da Bagageira, no sábado de tarde!

Apareçam!






quarta-feira, 8 de outubro de 2025

quinta-feira, 2 de outubro de 2025

"Entre folhas e páginas: a Natureza nos livros"

Foi o nome que demos aos momentos de leitura que serão proporcionados pelos livros oferecidos à Biblioteca pela Câmara Municipal de Lousada, na pessoa do senhor vereador Manuel Nunes, vereador do pelouro da Cultura e do pelouro do Ambiente, Natureza e Clima. Uma iniciativa no âmbito do Plano de Leitura Ambiente! Parabéns pela ideia. Obrigada pela oferta!

quarta-feira, 8 de janeiro de 2020

segunda-feira, 2 de maio de 2016

Os livros científicos dos séculos XVI e XVII, ou como a Inquisição "limpou" as bibliotecas

 

inqui.jpgfoto de Daniel Rocha. artigo de Nicolau Ferreira no PÚBLICO.
 
É a primeira sistematização da censura de livros médicos pela Inquisição em Portugal - um dos casos expurgados foi o de uma freira que se dizia ter engravidado no banho. Está também em marcha um inventário dos livros de ciência nas bibliotecas dessa altura. O lugar deste objecto na cultura científica nacional começa a ser desvendado
 
O "lápis" da censura nos séculos XVI e XVII era a tinta ferrogálica. Se estivesse muito concentrada, a tinta utilizada na expurgação de uma obra podia queimar o papel. Se fosse em menor quantidade, as palavras censuradas voltavam a ser legíveis. De qualquer forma, esta vertente da Inquisição afectava a leitura das obras, dando-lhes uma conotação insidiosa de pecado e culpa. A literatura técnica e científica em Portugal não escapou a este controlo, como os livros de Amato Lusitano, médico judeu português que fugiu da Península Ibérica.
 
"Qualquer expurgação perturba a confiança na leitura de livros de ciência - um acto que passa pelo desejo de querer saber mais", defende Hervé Baudry, do Centro de História da Cultura da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa. O efeito que a censura teve no desenvolvimento científico e cultural do país é ainda difícil de contabilizar, diz o historiador francês, orador num workshop sobre as bibliotecas e livros científicos dos séculos XV a XVIII na Biblioteca Nacional, em Lisboa. Mas Hervé Baudry está apenas no início de um projecto de investigação sobre aquilo a que chama de "biblioteca limpa", ou seja, a expurgação de livros dos séculos XVI e XVII.
 
 
O francês analisou a censura em 105 exemplares de cinco obras de medicina, que estão em bibliotecas do país, e sistematizou a forma como decorreu a censura da Inquisição, um trabalho inédito em Portugal. As obras analisadas eram de quatro autores: os portugueses Amato Lusitano e Gonçalo Cabreira, cirurgião contemporâneo de Lusitano, e dos espanhóis Andrés Laguna, médico humanista que se dedicava especialmente à farmacologia e botânica, e Oliva Sabuco, filósofa e médica.
 
"Essa censura foi eficaz, sistemática, tinha um lado rotineiro", explica. Os responsáveis pela expurgação não se viam como "donos" dos livros que "limpavam", seguiam uma lista de passagens proibidas.
 
Assim, nos textos médicos apareciam riscadas datas judaicas, casos médicos sobre sexualidade na Igreja ou dizeres que acompanhavam receitas medicinais tradicionais. "A censura é a resposta técnica, formal [da Inquisição] ao crescimento enorme do livro como veículo da heterodoxia", salienta Hervé Baudry.
 
Na segunda metade do século XV foram impressos na Europa entre 15 a 20 milhões de livros. No século seguinte, este valor multiplicou-se por 10. Apesar de os autos-de-fé serem os rituais mais conhecidos da Inquisição, e o seu lado mais sangrento, em que "hereges", desde judeus a sodomitas, eram mortos na fogueira, a censura livresca era intensa.
 
Havia listas de livros de autores proibidos, mas também havia o Índex Expurgatório, onde passagens de muitos outros livros deviam ser cortadas. Entre elas estavam as obras de Amato Lusitano, Sete Centúrias de Curas Medicinais e Matéria Médica de Dioscórides; de Gonçalo Cabreira, Tesouro de Pobres; outra de Andrés Laguna, Pedacio Dioscorides; e a quinta de Oliva Sabuco, Nueva Filosofia de La Naturaleza del Hombre. "Nas bibliotecas, quando estas obras foram publicadas e lidas cá nos séculos XVI e XVII, foram todas controladas. Quem lia sabia que estava a entrar em terreno minado", diz o investigador, considerando que um dos efeitos era um clima de medo psicológico na sociedade.
 
O impacto que a expurgação teve na cultura científica portuguesa é difícil de avaliar. É preciso ver livro a livro. A obra Sete Centúrias de Curas Medicinais, onde o famoso médico português relatou casos de medicina, é o exemplo de um livro bastante censurado.
 
Amato Lusitano era judeu, estudou em Espanha e teve de fugir da Península Ibérica para manter a sua fé. Nas Centúrias, as datas hebraicas foram cortadas. Há casos médicos sobre sexualidade descritos por Amato Lusitano que são censurados só por estarem associados à Igreja, explica Hervé Baudry. Um exemplo de uma passagem totalmente expurgada listada no Índex dizia respeito a uma freira grávida. "Uma freira, daquelas que vivem em religião longe da multidão, sentia-se mal, dizendo que alguma coisa se mexia na barriga dela. (...) Na realidade, esta mulher engravidara de sémen viril depois de ter ficado no banho", lê-se no original.
 
Noutro caso, que Hervé Baudry diz não estar nas listas oficias de expurgação, é censurado o comentário de Lusitano sobre a gravidez entre duas mulheres. Mas a narrativa do caso em si não está riscada: "Duas mulheres turcas vizinhas, em virtude de muitos actos de coito, íncubos e súcubos, contaminavam-se e poluíam-se. Uma era viúva e a outra tinha marido. (...) Neste trabalho do coito e abraços, o útero da viúva súcuba sorveu (...) não só o sémen da mulher íncuba, mais ainda algum sémen viril deixado antes no útero dela. Em virtude deste sémen ficou prenhe."
 
Os efeitos directos na discussão científica da época deste tipo de censura não são certos. Os livros que Hervé Baudry estudou só diziam respeito a casos médicos, mas o historiador argumenta que é impossível a censura não alterar a sociedade, principalmente ao durar séculos, mas é necessário estudar as obras de outras disciplinas, como a Física, a História Natural ou o Direito, para ter uma visão global.
 
Há, por outro lado, textos que não foram tocados. É o caso da obra emblemática De revolutionibus orbium coelestium, de Nicolau Copérnico, onde o astrónomo polaco expõe, em 1543, a teoria heliocêntrica (na época, a Igreja defendia que era o Sol que girava à volta da Terra).
 
Os exemplares desta obra em Portugal e na Europa, diz o historiador de ciência Henrique Leitão, não apresentam actos de censura. "As obras que eram muito pouco consultadas, por serem muito técnicas e só estarem acessíveis aos especialistas, muitas vezes não apresentam as expurgações exigidas", infere o investigador, do Centro Interuniversitário de História das Ciências e da Tecnologia (CIUHCT) de Lisboa e um dos organizadores do workshop.
 
O inventário dos inventários
 
Sabe-se muito pouco sobre a cultura científica portuguesa dos últimos 500 anos, por que é que a sua produção foi escassa e sem nomes proeminentes, com excepções como a do matemático Pedro Nunes. A análise do lugar do livro científico permitirá compreender essa situação. "O livro tem um papel absolutamente central no estabelecimento da cultura científica. Não só acumula como transmite informação. Serve como ponto de junção de pessoas, catalisa fenómenos sociais", explica Henrique Leitão.
 
Na conferência, o investigador falou do livro científico em Portugal, partindo de um "paradoxo": a obsessão historiográfica em tentar compreender as causas do falhanço de Portugal em alcançar a modernidade, ao mesmo tempo que neste esforço a história da ciência é ignorada, uma falha que o investigador tenta colmatar. "Não há nenhuma noção de modernidade que não passe pela ciência. Acho estranho que os historiadores andem em torno da questão da modernidade e depois não liguem à ciência. ?? um paradoxo da historiografia portuguesa."
 
Henrique Leitão e Luana Giurgevich, investigadora italiana também do CIUHCT, estão a finalizar a primeira etapa do levantamento de todos os livros nas bibliotecas portuguesas desde o século XVI até 1834, quando foram extintas as ordens religiosas masculinas. Estas bibliotecas, cujos catálogos foram um instrumento-chave de pesquisa, pertenciam principalmente a mosteiros e conventos. Nalgumas, os catálogos foram feitos por vontade própria, a maioria foi uma exigência do Marquês de Pombal. Quase todos os livros estão perdidos, mas saber o que existia em cada sítio pode ajudar a revelar os círculos da cultura científica portuguesa e pode ajudar a perceber por que é que a modernização falhou.
 
"Nas colecções da Biblioteca Nacional, reparámos que os exemplares tinham marcas de posse de antigos conventos", diz-nos Luana Giurgevich. Foi assim que nasceu esta ideia de fazer "um inventário dos inventários" destas colecções, até agora inexistente, para "saber os hábitos de leitura" e ver "que tipo de ciência está associada a que tipo de ordem".
 
Ainda preliminares, os resultados (que serão publicados pela Biblioteca Nacional) indicam que haveria, nas 200 bibliotecas alvo da pesquisa, centenas de milhares de livros entre os séculos XVI e XVIII. A biblioteca do Mosteiro de Santa Maria de Alcobaça, com cerca de 16.000 volumes, era das mais recheadas.
 
Os livros científicos podiam chegar entre 8 a 10% de algumas colecções. Noutras eram praticamente ausentes. Mas este trabalho mostrou que a maioria dos livros de ciência do século XVI existia em Portugal. O seu uso é desconhecido.
 
"Temos de fazer a radiografia dos grandes coleccionadores de livros científicos", diz por sua vez Henrique Leitão, recém-eleito membro efectivo da Academia Internacional de História das Ciências. "Até agora, o trabalho [na história de ciência] foi a análise de texto. Mas é muito interessante estudar as práticas de leitura. Quem eram os coleccionadores de livros? Quem os lia? Como é que os arranjava? Tem de se passar dos textos para as instituições e para prática a nível social."
 
Naquela altura, surgiram grandes pensadores, gente que revolucionou a ciência como Isaac Newton. Ao contrário de Portugal, é conhecida a cultura científica da Real Sociedade de Londres na altura, quando Newton publicou o seu Principia em 1687, onde enunciou as três leis da mecânica clássica.
 
"Na Real Sociedade de Londres, um grupo de cavalheiros reunia-se para fazer experiências", conta ao PÚBLICO outro orador no workshop, o britânico Adrian Johns, da Universidade de Chicago, nos EUA. "Era a primeira vez que um grupo de pessoas se intitulava filósofas experimentais e utilizava consistentemente a filosofia para chegar a uma prática experimental", diz o historiador de ciência.
 
Esses cavalheiros alimentavam as suas experiências científicas com leituras e discussão constantes. Em reuniões debatiam as leituras, os resultados das experiências e propunham novos procedimentos experimentais. "Estes protocolos de leitura não eram naturais, tinham de ser aprendidos e deram origem a uma investigação científica contínua", diz o britânico. Do pouco que se conhece, o cenário seria muito diferente por cá. "Não vemos verdadeiras discussões científicas", diz Henrique Leitão. "Rapidamente se tornavam em picardias pessoais e o conteúdo científico perdia-se."
 
Para o historiador português, este problema passa pela "fragilidade das instituições científicas", em que uma educação de má qualidade tem um efeito "devastador" na ciência e na modernidade: "Há um conjunto complexo de questões que tem de ser estudado aos poucos. Vamos tentar perceber este problema secular. Não pode ser uma razão conjectural, vemo-lo hoje, as performances das universidades portuguesas são uma vergonha, excepto honrosas excepções."
 
 Ligação relacionada:

sexta-feira, 22 de abril de 2016

O 25 de Abril e os livros

Para que nunca te esqueças de abril….


Eis a proposta de José Jorge Letria: 




“ (…) O que é importante que eu te diga, antes de te contar o que era Portugal antes do 25 de abril de 1974, é que esse foi um dia de festa de grande festa e de grande esperança, que trouxe para as ruas e para as praças, em todo o país , gente de todas as idades (…) os militares estavam na rua em nome da paz e não da guerra em nome da liberdade e não da falta dela, em nome da compreensão e do diálogo e não em nome do silêncio e do ódio. (…)

In “O 25 de Abril contado às crianças… e aos outros

quinta-feira, 10 de março de 2016

Maggy, a fada!...


 O conto apresenta a personagem Joana, uma menina detentora de uma curiosidade extraordinária no que respeita às histórias contadas pela avó. A curiosidade e a fantasia acabam por se fundir e Joana conhece a filha mais nova da Grande Fada dos Sonhos que a transporta para o mundo da personagem da última história contada pela avó e pela qual Joana se interessara ...

O livro foi apresentado na biblioteca da EBS pela mão da autora (Lídia Machado dos Santos) e da ilustradora (Anabela Vila Nova) no dia 8 de Março.

Encontra-se disponível para compra na BE, dispondo a BE de um exemplar no seu acervo.

Custo do livro: 12,90

Notas sobre a autora:

Lídia Machado dos Santos é licenciada em Línguas e Literaturas Modernas, Ensino de Português e Inglês e Português, História e Ciências Sociais. Atualmente é docente na Escola Superior de Educação do Instituto Politécnico de Bragança.

Estreou-se na escrita com o livro Filhos do (In)Fortúnio editado em 2014.

Maggy, a fada!... é o seu primeiro conto infanto-juvenil.

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2016

2º Encontro de Literatura Infanto-Juvenil da Lusofonia



Está a decorrer o 2º Encontro de literatura infanto-juvenil da lusofonia - Fundação O Século.
Este encontro está a ser transmitido em direto via canal youtube da Fundação O Século


aqui:
https://www.youtube.com/channel/UCmLW3cd_nP_n3HmQ763LISQ


Todos os trabalhos ficarão disponíveis para visionamento posterior.



quinta-feira, 1 de outubro de 2015

O livro sem bonecos



Este livro parece sério, mas na verdade é COMPLETAMENTE RIDÍCULO! Se uma criança vos pedir que lhe leiam este livro, está a pregar-vos uma partida. Vão acabar a dizer COISAS TONTAS e a fazer toda a gente RIR À GARGALHADA!
 
De uma simplicidade extrema e uma admirável imaginação, O Livro Sem Bonecos provoca o riso de cada vez que é aberto. As crianças irão pedir para ouvir uma e outra vez e os pais irão satisfazer-lhes a vontade, igualmente divertidos. 

O Livro Sem Bonecos proporciona uma experiência de muita alegria e partilha - incutindo nas crianças a poderosa ideia de que a palavra escrita pode ser uma interminável fonte de prazer e diversão.


O livro aqui na editora

quarta-feira, 23 de setembro de 2015

Exposição "Livros que fizeram História"


Esta exposição itinerante da editora Santillana está patente na BE da EBS Dr. Vieira de Carvalho até ao final da próxima semana. Todas as turmas a irão visitar, com os docentes de língua portuguesa.

Fica aqui o convite também aos pais e familiares para, numa vinda à escola no decurso destes dias, virem até à BE visitar esta exposição.

quarta-feira, 27 de maio de 2015

Robert Muchamore - Descontos



 Até dia 14 de junho podes adquirir, na Bertrand Livreiros, livros do escritor Robert Muchamore com descontos, em Cartão Bertrand, de 30% e 40%.
Aproveita!

sexta-feira, 22 de maio de 2015

Felizmente há luar!


A obraA peça em dois atos Felizmente Há Luar!, de Sttau Monteiro, publicada em 1961 e com a qual ganhou o Grande Prémio de Teatro da Associação Portuguesa de Escritores, foi suprimida pela censura da ditadura; representada pela primeira vez em 1969, em Paris, só chegaria aos palcos portugueses em 1978, no Teatro Nacional, encenada pelo próprio autor.
Esta peça de estreia de Sttau Monteiro tem como cenário o ambiente político dos inícios do século XIX: em 1817, uma conspiração, encabeçada pelo general Gomes Freire de Andrade, que pretendia o regresso do Brasil do rei D. João VI e que se manifestava contrária à presença inglesa, foi descoberta e reprimida com muita severidade: os conspiradores, acusados de traição à pátria, foram queimados publicamente e Lisboa foi convidada a assistir...
No entanto, esta peça marca também posição, pelo conteúdo fortemente ideológico, como denúncia da opressão que se vivia na época em que foi escrita (1961), sob a ditadura de Salazar. O recurso à distanciação histórica e à descrição das injustiças praticadas no início do século XIX em que decorre a ação permitiu-lhe, assim, colocar também em destaque as injustiças do seu tempo.
Felizmente Há Luar! é um drama narrativo, dentro dos princípios do teatro épico, que descreve a "trágica apoteose" do movimento liberal oitocentista, em Portugal, e interpreta as condições da sociedade portuguesa do início do século XIX e a revolta dos mais esclarecidos, muitas vezes organizados em sociedades secretas, contra o poder absolutista e tirânico dos governadores e do generalíssimo Beresford.
A figura central é o general Gomes Freire de Andrade «que está sempre presente embora nunca apareça» (didascália inicial) e que, mesmo ausente, condiciona a estrutura interna da peça e o comportamento de todas as outras personagens. A ação desenvolve-se à volta desta personagem e da sua execução: da prisão à fogueira, com descrições da perseguição dos governadores do Reino, da revolta desesperada e impotente da sua esposa e da resignação do povo que a "miséria, o medo e a ignorância" dominam.
Gomes Freire, amado por uns e odiado pelos que temem perder o poder, é acusado de chefe da revolta, de estrangeirado e grão-mestre da Maçonaria, por ser um soldado brilhante e idolatrado pelo povo. Os governantes - Miguel Forjaz, Beresford e Principal Sousa - perseguem, prendem e mandam executar o General e os restantes conspiradores através da morte na fogueira. Para eles, aquela execução, à noite, constituía uma forma de avisar, de dissuadir outros revoltosos; para Matilde de Melo, a mulher do General, e para mais pessoas era uma luz a seguir na luta pela liberdade. O general Gomes Freire e mais onze companheiros, acusados de conspirar contra Beresford e o Conselho de Regência no poder, tornaram-se, pela sua morte trágica, nos grandes precursores do liberalismo português e permitiram denunciar a situação do povo que vivia na miséria e dependente das classes dominantes.
Em Felizmente Há Luar! percebe-se, facilmente, que a história serve de pretexto para uma reflexão sobre os anos 60, do século XX. Sttau Monteiro, também ele perseguido pela PIDE, denuncia assim a situação portuguesa, durante o regime de Salazar, interpretando as condições históricas que anos mais tarde contribuiriam para a "Revolução dos Cravos", a 25 de abril de 1974. A agitação e a conspiração de 1817, em vez de desaparecerem com medo dos opressores, permitiram o triunfo do liberalismo em 1834, após uma guerra civil. Também as revoltas e oposição ao regime nos anos 60, de que foi exemplo a candidatura do General Humberto Delgado (em 1958), o assalto ao "Santa Maria" e a Revolta de Beja (1961), em vez de serem uma cedência perante a ameaça e a mordaça, fortaleceram a resistência que levou à implantação da democracia.

quinta-feira, 21 de maio de 2015

As Aventuras de Huckleberry Finn



O livro As aventuras de Huckleberry Finn conta a história de um jovem que, através da amizade, conseguiu se libertar da cultura americana do século XIX que tolerava a escravidão. No começo da história, percebemos como Huck se sentia "fora de lugar", não se sentia pertencente à sociedade. Ele não se sentia bem nem quando vivia na casa das senhoras, que o adotaram e tentaram "civilizá-lo" (viúva Douglas e Miss Watson), nem na companhia do pai, um alcoólatra que o maltratava. Certo dia, seu instinto de sobrevivência fala mais alto, e Huck foge, forjando sua própria morte.
 
Em sua jornada, encontra Jim, o escravo de Miss Watson, que estava fugindo em busca de liberdade. Huck e Jim, de diferentes formas, compartilhavam a necessidade de se libertarem. Ao longo da história, constroem uma relação de amizade muito forte. Embora Huck soubesse que Jim era um homem bom, em diversos momentos vive um profundo conflito entre a sua consciência – isto é, o que sentia e acreditava que era o certo - e a cultura escravagista da época, que o condenaria por estar ajudando um negro a fugir.





 

segunda-feira, 10 de novembro de 2014

Dia B para Todos os livros

 A Bertrand Livreiros tem mais um Dia B com 20% de Descontos em Cartão Bertrand e portes grátis em todos os livros.
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sexta-feira, 7 de novembro de 2014

"Que Importa a Fúria do Mar" - vencedor do Grande Prémio de Romance e Novela da Associação Portuguesa de Escritores

Ana Margarida Carvalho«Dos 107 livros admitidos ao concurso, o júri deliberou, «por unanimidade», atribuir o Grande Prémio, no valor de 15.000 euros, ao romance de estreia de Ana Margarida de Carvalho, que já tinha sido finalista do Prémio LeYa e é igualmente finalista do Prémio Fernando Namora, cujo vencedor deve ser conhecido este semana.

O júri foi constituído por José Correia Tavares, que presidiu, os catedráticos Annabela Rita, Teresa Carvalho e José Manuel de Vasconcelos, e os escritores Cândido Oliveira Martins e Vergílio Alberto Vieira. O júri reuniu-se hoje pela terceira vez, segundo o mesmo comunicado.

A narrativa da obra tem início numa madrugada de 1934, quando ainda se ouvem os ecos da revolta Operária da Marinha Grande, segundo a apresentação da Teorema, que publicou o romance no ano passado.

Para esta editora, "Que Importa a Fúria do Mar" é um romance «com uma maturidade literária invulgar que coloca, frente a frente, duas gerações de um Portugal onde, às vezes, parece que pouco mudou». «Brilhante no desenho dos protagonistas e recorrendo a um estilo tão depressa lírico como despojado».

Ana Margarida de Carvalho nasceu em Lisboa, é licenciada em Direito, é jornalista na revista Visão, tendo recebido «sete dos mais prestigiados prémios do jornalismo português, entre os quais o Prémio Gazeta Revelação do Clube de Jornalistas de Lisboa, do Clube dos Jornalistas do Porto e o da Casa da Imprensa», segundo comunicado da APE.

Fez parte da redação da SIC e publicou artigos nas revistas Ler e Marie Claire e no Jornal de Letras, Artes & Ideias.

Atualmente, na Visão, desempenha funções de Grande Repórter e faz crítica cinematográfica no roteiro e no sítio na Internet de cinema oficial da revista Final Cut.

Os 107 livros admitidos a concurso formam o segundo volume mais elevado de sempre, de obras a avaliar, em 32 anos de atribuição do galardão.

Nas suas 32 edições, o Grande Prémio de Romance e Novela da APE, já foi entregue a 28 autores, de 18 editoras, havendo apenas quatro escritores que bisaram: Vergílio Ferreira, António Lobo Antunes, Agustina Bessa-Luís e Maria Gabriela Llansol.

O Grande Prémio é patrocinado pela Direcção-Geral do Livro, dos Arquivos e das Bibliotecas, Câmara Municipal de Grândola, Fundação Calouste Gulbenkian, Imprensa Nacional-Casa da Moeda, Instituto Camões e Sociedade Portuguesa de Autores.»

Fonte: http://www.tsf.pt/PaginaInicial/Vida/Interior.aspx?content_id=4223793&page=-1